Projetos Égide
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Ciclo Musica Animae
A Égide – Associação Portuguesa das Artes em parceria com a curadora Carla Caramujo lança este ano, entre maio e dezembro, o ciclo Musica Animae. Este ciclo tem como fundamento estimular os músicos e a comunidade artística local a desenvolverem uma relação mais próxima com o público em geral, na cidade do Porto.
Fora de Horas com Lua Madeira, Inês W. Trindade e Mariana Santos
"Fora de Horas" nasceu no contexto do ciclo Habitar o Tempo, como projeto que explora o tempo enquanto condição da experiência e da criação musical. O concerto propõe um encontro entre o universo do fado e repertórios vocais ibéricos dos séculos XVI e XVII, revelando afinidades expressivas centradas na palavra cantada, na intensidade afetiva e na dimensão narrativa.
Integral das Sonatas de Mozart por Artur Pizarro
Para celebrar os 270 anos do nascimento de Mozart, a ÉGIDE – Associação Portuguesa das Artes apresenta a Integral das Sonatas para Piano de Mozart, um ciclo inédito em Portugal composto por seis recitais interpretados por Artur Pizarro. Os concertos terão lugar no Convento de São Pedro de Alcântara, em Lisboa, nos dias 19 e 26 de setembro e 3, 10, 17 e 24 de outubro, sempre às 19h00.
Amália na América, Além do Fado – CISTERMÚSICA (Alcobaça)
Em 1952, Amália Rodrigues conquistou o público norte-americano ao cantar no clube noturno “La Vie en Rose” em Nova Iorque. O seu sucesso renovou-se em salas como o Hollywood Bowl, o Lincoln Center e o Carnegie Hall combinando fados tradicionais, fados-canção de Frederico Valério e canções tradicionais portuguesas. Este programa homenageia as pontes que construiu com a América afirmando a sua portugalidade universal.
Amália na América, Além do Fado – Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim
Em 1952, Amália Rodrigues conquistou o público norte-americano ao cantar no clube noturno “La Vie en Rose” em Nova Iorque. O seu sucesso renovou-se em salas como o Hollywood Bowl, o Lincoln Center e o Carnegie Hall combinando fados tradicionais, fados-canção de Frederico Valério e canções tradicionais portuguesas. Este programa homenageia as pontes que construiu com a América afirmando a sua portugalidade universal.
Amália na América, Além do Fado – Festival dos Canais (Aveiro)
Em 1952, Amália Rodrigues conquistou o público norte-americano ao cantar no clube noturno “La Vie en Rose” em Nova Iorque. O seu sucesso renovou-se em salas como o Hollywood Bowl, o Lincoln Center e o Carnegie Hall combinando fados tradicionais, fados-canção de Frederico Valério e canções tradicionais portuguesas. Este programa homenageia as pontes que construiu com a América afirmando a sua portugalidade universal.
O FIlho Pródigo
Este concerto propõe um diálogo entre duas obras separadas por mais de um século, mas unidas por um mesmo impulso poético: a procura da luz interior através da errância, da memória e do reencontro.
Entre a contemporaneidade de Fernando Lapa e o lirismo pré-impressionista de Debussy, este programa convida o público a uma viagem emocional onde a alegria não é ponto de partida, mas destino.
História da Música de Bolso: Classicismo, com Ana Sofia Malheiro
Esta terceira sessão convida-nos a viajar até à Áustria do século XVIII, redescobrindo centros fundamentais como Viena e Salzburgo, ao mesmo tempo que alargamos o olhar à vizinha Alemanha e ao contexto musical português. Através da escuta de obras representativas, procuraremos compreender de que forma os "três grandes” — Joseph Haydn, Wolfgang Amadeus Mozart e Ludwig van Beethoven — consolidaram formas musicais como a sinfonia e o quarteto de cordas.
Oficinar: Pintar o tempo com Rosário Costa Pinto
Orientada por Rosário Costa Pinto, esta oficina parte da ideia de que qualquer pessoa pode começar a pintar, independentemente do seu percurso. Através da aguarela, um meio privilegiado para iniciar a prática da pintura, Rosário Costa Pinto irá orientar o grupo na criação a partir daquilo que a cidade de Lisboa oferece, nomeadamente as paisagens dos seus miradouros, como o Miradouro de São Pedro de Alcântara.
Sefarad Project - Ciclo de canções Sefarditas para Coro Misto e Piano
Enraizada numa tradição transmitida oralmente ao longo de séculos, a música sefardita preserva a memória de uma cultura marcada pela diáspora iniciada com o decreto de expulsão de 1492, promulgado por Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão. Algumas destas canções remontam, contudo, a períodos anteriores a esse momento de ruptura, conservando traços do castelhano medieval e de um universo sonoro partilhado entre judeus, árabes e europeus na Península Ibérica.
Quem disser que a barca pende...
Quem disser que a barca pende… é um concerto construído em torno da imagem da barca enquanto lugar de encontro, travessia e comunidade. Através de textos de Camões, Gil Vicente e Bocage, o programa percorre diferentes épocas e linguagens musicais, unidas por uma mesma ideia: ninguém navega sozinho.
Entre paisagens sonoras que evocam a água, momentos de contemplação e episódios de forte intensidade dramática, o percurso desenha-se como uma reflexão sobre aquilo que nos une e sustenta. Porque, mesmo quando a barca parece pender, continua a avançar graças à força daqueles que nela seguem juntos.
Ecos de Viena entre Haydn, Mozart e Beethoven
Prosseguindo o ciclo dedicado ao Tempo, a Égide propõe um concerto que se centra num dos agrupamentos mais representativos do Classicismo — o quarteto de cordas. Com o declínio do absolutismo e a crescente afirmação da burguesia, os salões privados ganham protagonismo como espaços de fruição artística, proporcionando o florescimento de um vasto repertório para esta formação. Com o Quarteto Tágide, propomos aprofundar o Quarteto de Cordas no Classicismo e a sua importância na primeira escola de Viena, constituída por Haydn, Mozart e Beethoven.
Oficina de Fotografia com Madalena Meneses
E se o tempo que dedicamos à luz nos devolvesse o próprio tempo? Será que conseguimos celebrar a eternidade no efémero? O que é um golpe de luz? Nesta oficina, celebramos a fotografia como meio de relação com o tempo, as cores e a cidade, em plena onda dos Santos Populares de Lisboa.
Ecos do Espírito
O programa "Ecos do Espírito” cruza no seu alinhamento a beleza, a fragilidade, o amor, e a força do espírito na busca de uma relação com a transcendência através da experiência humana.
Partindo da intimidade da linguagem musical de César Franck, cuja sugestividade polifónica e espiritual se concretiza tanto nas transcrições de “Corais" de Johannes Brahms como no lirismo das suas "Valsas de Amor”, segue-se Fernando Lopes-Graça, de quem nos chegam reminiscências de uma religiosidade popular, estabelecendo-se por fim uma verdadeira peregrinação estética e intimista rumo àquela que é uma das principais referências do repertório camerístico do Século XIX - a Fantasia em Fá menor D.940, de Franz Schubert.
Música e Resistência
“A verdadeira música é sempre revolucionária, pois une as fileiras do povo. Encoraja-as, e guia-as avante.” Escrito durante o cerco de Leningrado, o Trio No. 2 de Chostakovitch está imbuído de um perspicaz tom político, marcado pelo materialismo das palavras de ordem proletárias “Paz, Pão e Terra”, capturando a vontade revolucionária de um povo que recusou a sua própria destruição.
No Céu e na Terra – Vozes Celestiais
“No Céu e na Terra” é um concerto singular que reúne um coro de vozes femininas e o extraordinário Orgue-Celeste, um instrumento raro, de timbre envolvente e luminoso, cuja sonoridade pouco conhecida é capaz de transformar o espaço num verdadeiro cenário de serenidade, pleno de cristalinidade e brilho.
O Mística Rosa – Ensemble 258
De modo a assinalar a peregrinação a Fátima, ocorrida em maio de 1923, do primeiro grupo que viria a dar origem à Congregação de Nossa Senhora de Fátima, apresentamos um concerto em que a figura de Maria se revela como alicerce espiritual e fonte de inspiração.
Invocada ao longo da tradição cristã por inúmeros títulos, nomes poéticos e outras designações, Maria dá também nome a este programa, já que entre essas invocações encontra-se “Mística Rosa”, símbolo associado à sua pureza e beleza espiritual.
História da Música de Bolso: Barroco, com Marta Franco
História de Música de Bolso: Barroco, conduzida por Marta Franco é a segunda etapa de uma viagem musical que nos transporta ao longo dos principais marcos da História da Música Ocidental.
Nesta segunda sessão, vamos viajar no tempo e acompanhar a passagem de uma extrema polidez musical renascentista para a época das "pérolas imperfeitas", tradução aproximada do que o termo "Barroco" significaria.
Canções Heróicas – Fernando Lopes-Graça
Num ciclo dedicado ao tempo, revisitar obras associadas a um período histórico específico implica um duplo gesto: recuperar a memória — continuamente repensada e vivida — e olhar o presente com outro olhar. Ao interpretar hoje as Canções Heróicas de Fernando Lopes-Graça, fazemos coexistir estes dois tempos, que ultimamente parecem estar cada vez mais próximos. Permitir que estas canções perdurem e nos toquem é, ainda hoje, um ato artístico e um ato de resistência.
Pode começar a obra
Partindo dos documentos autobiográficos de Luiza Andaluz, propomos a criação de uma peça para violoncelo barroco e voz intitulada 'Pode começar a obra' (expressão que o bispo utilizou ao autorizar o início da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima).
Explora-se a ideia de começo e de anunciação, convocando a figura do Anjo, que percorre as Sonatas do Rosário de Ignaz Franz von Biber.
Oficinar: Desenhar a Música com Carla Morais
O que acontece quando o Tempo se transforma em arte? Pode o tempo ser desenhado, cantado ou tocado? E se os sons pudessem transformar-se em linhas, cores e formas?
Nesta oficina, crianças dos 6 aos 10 anos são convidadas a escutar com atenção e a deixar que a música guie o movimento da mão. Entre ritmos, melodias e pequenas surpresas sonoras, surgem desenhos e pinturas que nascem diretamente da imaginação e da escuta. À medida que a música acontece, o traço acompanha-a, prolongando-se no papel como uma continuidade do som.
História da Música de Bolso Idade Média e Renascimento com Inês Trindade
Como se integrava a música na vivência religiosa e social medieval e renascentista? Esta primeira sessão convida-nos a percorrer os caminhos da música neste período histórico, explorando como o canto estruturava a prática religiosa nos mosteiros. Através da escuta de exemplos musicais, procuraremos compreender de que modo os monges estavam ativamente envolvidos com a prática musical, que integrava diariamente as suas vidas litúrgicas.
Oficina de Música para Todos: Música de Liberdade, com Teresa Appleton
Teresa Appleton está de volta ao convento para dinamizar mais uma edição da Oficina de Música para Todos: Música de Liberdade. Esta iniciativa promove o desenvolvimento de competências musicais e vocais através do canto coral, e também a demisitificação de que a música não é para todos e de que é impossível começar na idade adulta.
EscutArte: Páscoa – um diálogo entre a música e o tempo
A Páscoa é o coração do tempo nas tradições cristãs e também uma poderosa fonte de criação musical. Este ateliê propõe uma escuta comentada da música que rememora a Paixão — da polivocalidade dos evangeliários medievais às grandes obras barrocas e às recriações do século XX. Uma peregrinação sonora que revela como, por meio da música, as narrativas da Paixão continuam a dialogar com a memória e as feridas do nosso tempo.
Ensemble Darcos
O Ensemble Darcos foi criado em 2002 pelo compositor Nuno Côrte-Real. Tornou-se um dos mais importantes grupos de música de câmara portugueses, organizando a temporada internacional anual Temporada Darcos, na região de Lisboa Oeste.
Batismo de Luiza — Udite Sorelle / Duo Udite
Udite sorelle é o segundo concerto deste ciclo dedicado à vida de Luiza Andaluz, evocando, nesta data, o seu baptismo — momento em que se inicia de um modo pleno a sua vida cristã. Udite sorelle (uma feliz variação do texto renascentista Udite amanti, utilizado por vários compositores) assenta em duas ideias essenciais que nos conduzem ao propósito deste encontro.
Oficina de Música para Todos: Jogos Rítmicos e Canto Coral, com Teresa Appleton
Este workshop procura uma primeira abordagem de teoria musical, mas também a desmistificação de que a música não é para todos e de que é impossível começar na idade adulta. Plantar a semente da formação musical e ativar a audição é o desafio lançado pela Maestrina Teresa Appleton.
Raúl da Costa @ Concertgebouw, Amsterdam
Raúl da Costa @ Concertgebouw, Amesterdão.
O pianista português Raúl da Costa estreou-se em recital no Concertgebouw com um programa encantador que entrelaçou obras-primas do repertório para piano de Tchaikovsky e Mussorgsky com sonoridades contemporâneas portuguesas e espanholas. A viagem levou-nos da profundidade lírica de Dumka e do poder evocativo das famosas miniaturas de Mussorgsky à poesia intimista de Mompou e ao brilho ibérico de Vianna da Motta e Francisco Coll.
Um nascer cantabile
Um nascer cantabile evoca o início da vida de Luiza Andaluz, associando-se simbolicamente à ideia de nascimento. Viajando por um repertório que atravessa diferentes épocas, comunga-se, pela arte, o embalo, a fragilidade, e a esperança de um tempo que começa.
Rompa el aire en suspiros — Recital de Harpa, Cravo e Canto por Maria Bayley
Rompa el aire en suspiros inaugura o ciclo de programação da Égide em 2026, dedicado ao tempo. Atravessando o tempo histórico da música e criando um espaço onde ele próprio se dilata, propõe-se uma viagem pelos séculos XVII e XVIII.
Concurso de Fotografia Luz e Sombra
A melhor e mais fiel Câmara fotográfica é o olho humano. Os olhos, que são também janela da Alma, recolhem e retêm as imagens e emprestam-lhes o sentido, a emoção e a vivência de quem os usa. Fotografar é um ato de amor, olhar para um tema proposto à luz dos nossos olhos é um ritual de observação muito profundo e também uma enorme responsabilidade. Propomos o tema Luz e Sombra, para que nos levem a viajar na vossa criatividade e visão fotográfica.
Recital de Piano por João Elias
A Égide apresenta o pianista brasileiro João Elias num recital que une o lirismo europeu e a alma latino-americana. O programa percorre obras de Villa-Lobos, Edino Krieger, Granados, Liszt e Schumann, revelando um diálogo entre romantismo, virtuosismo e modernidade.
EscutArte com os MariaSilva e Alexandre Branco Weffort — Taleigada de Cantigas
Taleigada de Cantigas é um concerto didático onde os MariaSilva e e Alexandre Branco Weffort percorrem o património da música tradicional portuguesa, dando voz às histórias por detrás das canções populares que hoje integram o seu cancioneiro. Entre escutas de gravações de recolha, momentos de contextualização e interpretação ao vivo, o grupo convida o público a descobrir os contextos, os informantes e os etnomusicólogos que permitiram que estas cantigas chegassem até nós.

