Enraizada numa tradição transmitida oralmente ao longo de séculos, a música sefardita preserva a memória de uma cultura marcada pela diáspora iniciada com o decreto de expulsão de 1492, promulgado por Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão. Algumas destas canções remontam, contudo, a períodos anteriores a esse momento de ruptura, conservando traços do castelhano medieval e de um universo sonoro partilhado entre judeus, árabes e europeus na Península Ibérica.