São Francisco de Assis assume-se como figura central deste concerto e o ponto de partida para um percurso musical que procura escutar a atualidade da sua mensagem. A sua palavra e o seu exemplo atravessam um programa que reúne diferentes tradições, culturas e linguagens, desde a música tradicional à criação nossa contemporânea.
A escolha do coro como protagonista relaciona-se com uma das ideias centrais do pensamento franciscano: a fraternidade. Cada voz conserva a sua identidade, mas encontra no conjunto um espaço de encontro e de escuta. Muitas vozes tornam-se uma só, construindo em conjunto uma expressão que não pertence a uma voz individual, mas sim, ao coletivo.
O programa percorre diferentes paisagens musicais — da Hungria à Suécia, da Finlândia ao Japão, passando por Portugal e culminando na América Latina — aproximando repertórios de diferentes épocas. Canções tradicionais convivem com obras de Rossini, Britten, Fauré, Lopes-Graça, Lauridsen, Sallinen e outros compositores, num percurso que encontra na diversidade uma forma de unidade.

