Francisco
Um instrumento de paz
Francisco
Um instrumento de paz
Coro Infanto-Juvenil da Universidade de Lisboa
direção de Erica Mandillo
7 Out’26 / 21h30
Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, Lisboa
Entrada livre
iniciativa Égide
curadoria Maestro Nuno Miguel de Almeida
São Francisco de Assis assume-se como figura central deste concerto e o ponto de partida para um percurso musical que procura escutar a atualidade da sua mensagem. A sua palavra e o seu exemplo atravessam um programa que reúne diferentes tradições, culturas e linguagens, desde a música tradicional à criação nossa contemporânea.
A escolha do coro como protagonista relaciona-se com uma das ideias centrais do pensamento franciscano: a fraternidade. Cada voz conserva a sua identidade, mas encontra no conjunto um espaço de encontro e de escuta. Muitas vozes tornam-se uma só, construindo em conjunto uma expressão que não pertence a uma voz individual, mas sim, ao coletivo.
O programa percorre diferentes paisagens musicais — da Hungria à Suécia, da Finlândia ao Japão, passando por Portugal e culminando na América Latina — aproximando repertórios de diferentes épocas. Canções tradicionais convivem com obras de Rossini, Britten, Fauré, Lopes-Graça, Lauridsen, Sallinen e outros compositores, num percurso que encontra na diversidade uma forma de unidade.
A música torna-se, assim, lugar de encontro. Entre diferentes vozes, povos e tempos, o coro prolonga uma ideia que permanece no centro da mensagem de Francisco: a possibilidade de reconhecer no outro um lugar de pertença e, na criação, uma realidade que partilhamos.
Mais do que recordar uma figura do passado, este concerto procura fazer ouvir uma voz que continua presente — uma voz que nos fala de fraternidade, de paz e da responsabilidade de cuidar do mundo que habitamos.
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PROGRAMA
Chant du soir
Trad. Hungria, arr. Lajos Bárdos (1899–1986)
Sulla Sulla barnet
Trad. Suécia
Songs from the Sea
Aulis Sallinen (1935*)
Sea Prayer
Shipshape
Sea Danger
Ballad
This Little Babe, de A Ceremony of Carols
Benjamin Britten (1913–1976)
Ave Maria
Eurico Carrapatoso (1962*)
L’Espérance
Gioachino Rossini (1792–1868)
Abendstille
Trad. Alemanha
Mariposa del Aire
Modesta Bor (1926–1998)
Akai Hana
Trad. Japão, arr. Nachiko Terashima
Caminham as 3 Marias
Fernando Lopes-Graça (1906–1994)
As riquezas deste mundo
Fernando Lopes-Graça (1906–1994)
Agora baixou o sol
Trad. Trás-os-Montes, harmonização de Fernando Lopes-Graça (1906–1994)
Cantique de Jean Racine
Gabriel Fauré (1845–1924)
Tuuti, tuuti tummaistani
Charles Collins
Sure on This Shining Night
Morten Lauridsen (1943*)
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Desde a sua fundação em 2005, o CIUL realizou centenas de concertos em Portugal e no estrangeiro, onde se tem vindo a afirmar como um dos mais aclamados grupos vocais infanto-juvenis, desenvolvendo uma nova linguagem
coral na qual associa a expressão corporal, a coreografia e a expressão teatral ao canto polifónico.
Ao longo destes anos de intensa atividade, o CIUL realizou concertos a solo e participou em produções com a Orquestra e Coro Gulbenkian, trabalhando com os maestros Michel Corboz, Simone Young, Lorenzo Viotti, Martina Batik, entre muito outros. Foi seleccionado/subvencionado duas vezes (2012 e 2018) para participar no Festival Europeu de Coros Juvenis em Basileia (Suíça). Foi também seleccionado para integrar o Projeto “Voix d'Enfants/Espace Scénique”, no âmbito do Programa “Europa Criativa” 2015-2017. Fez cerca de 15 digressões internacionais e já cantou com coros como Tapiola Choir (Finlândia), Drakensberg Boys (África do Sul), Sottovoce França), Leoa Kantika Corala (Espanha), entre muitos outros.
Em 2021, o CIUL participou no filme Toda a Gente Gosta de Jeanne, de Celine Devaux, um filme premiado que foi nomeado para os Óscares. Tinha já participado no Filme do Desassossego, de João Botelho, em 2009, filme também premiado.
Em Março de 2022, o CIUL foi convidado pela internacionalmente consagrada pianista Maria João Pires para cantar com ela num concerto, na Fundação Calouste Gulbenkian. Em Setembro de 2022, actuou conjuntamente com Rodrigo Leão, no festival Kalorama. Em Abril de 2023, participou num festival internacional competitivo de coros na Irlanda, em Cork, onde recebeu o prémio de melhor actuação, com uma peça de Fernando Lopes Graça.
Em 2023, realizaram-se vários concertos, entre os quais se destacam a colaboração com a cantora lírica Joyce Di Donato, em Junho, e uma digressão à Holanda, em Setembro.
Em 2024, actuou no Grande Auditório da Gulbenkian, na abertura do Prémio Jovens Músicos, e na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, por ocasião do 50o aniversário dos 25 de Abril e em Maio realizou 6 concertos na Alemanha, a convite do Primeiro Festival Internacional de Música de Hannover.
Em 2025, cantou a “Paixão Segundo São Mateus”, com a Orquestra e o Coro Gulbenkian, sob a direcção do maestro Luca Guglielmi. Cantou também “A Missa de Requiem” de João Domingos Bomtempo, com a Orquestra Metropolitana, sob a direcção do maestro Paul Daniel. Em Junho, actuou na Culturgest, no World New Music Days, tendo ainda dado três espectáculos a convite da Ópera de Rennes, integrados no Festival Grand Boum. Em Outubro, fez o concerto comentado “Kantanza”, no CCB. Já em 2026, foi a Dresden e mais uma vez ao CCB.
Desde 2023, o CIUL é convidado anualmente pela Embaixada da Suécia a actuar na Igreja São Vicente de Fora, por ocasião do Dia de Santa Luzia.
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Licenciada em Biologia e Mestre em Biofísica, estudou canto no Conservatório Nacional e realizou o Curso de Encenação de Ópera da Fundação Calouste Gulbenkian. Cantou nos coros da Fundação Calouste Gulbenkian e do Teatro Nacional de São Carlos e fundou a Camerata Fiorentina e o Grupo Vocal Trítono.
Em 2005, fundou o CIUL, onde associa movimento e gesto teatral à voz, tendo realizado centenas de espectáculos no país e no estrangeiro. Foi directora artística das Oficinas de São José e professora no Conservatório Nacional.
Em 2023, foi Atelier Lieder do “Europa Cantat Junior“ na Bélgica e recebeu o prémio Mérito e Excelência 2023 do Movimento Arte Contemporânea.
É convidada regular de festivais internacionais, onde ensina novas técnicas de Pedagogia Coral.
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João Lucena e Vale iniciou os estudos de piano aos 6 anos, tendo concluído o Curso Geral do Conservatório de Música do Porto. Posteriormente, estudou na Universidade de Aveiro, com os professores Olga Prats, Madalena Soveral e Vitalij Dotsenko, sendo licenciado em Ensino de Música.
Estudou na École Normale de Musique de Paris com o professor Marian Rybicki, onde obteve os diplomas de Piano e Música de Câmara, nos níveis de Ensino, Execução e Concertista. Participou em várias Master Class, com os professores Dalton Baldwin, Jean Fassina, Helena Sá e Costa, Mikhail Voskresensky e Chow Ching Lie.
Actua regularmente como solista, em grupos de Música de Câmara ou Corais, tanto em Portugal como no estrangeiro (Brasil, Marrocos, Espanha, Hungria, Bélgica, Holanda, Suíça, Dinamarca e França), contribuindo para a divulgação da música portuguesa e estreando e divulgando obras de compositores portugueses, colaborando com as principais instituições culturais do país, como, Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de São Carlos e Casa da Música.
Em parceria com o Coro Infantil da Universidade de Lisboa, apresenta-se no país e no estrangeiro, tendo gravado um CD com canções de Delfina Figueiredo, sendo responsável por alguns dos arranjos. Em 2012, gravou com o soprano Cláudia Pereira Pinto o CD Canções de Évora de Amílcar Vasques Dias e em 2018 as Trovas de Francisco de Lacerda, com o apoio da Fundação GDA. Participou num CD com o saxofonista Bernardo Matias dedicado à música contemporânea portuguesa, onde se incluem obras de compositores como Daniel Schvetz, Sérgio Azevedo ou Daniel Bernardes.
Actualmente é professor de Piano na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional.

