Égide estreia ciclo de concertos em emblemáticos espaços religiosos do Porto

De entrada livre, Musica Animae decorre entre maio e dezembro, aos domingos, dando visibilidade a artistas nacionais



O Porto prepara-se para receber o primeiro ciclo de concertos Musica Animae, que pretende afirmar a música como espaço de elevação espiritual e de encontro artístico na cidade, bem como dar visibilidade a artistas nacionais para que mais facilmente encontrem o seu lugar no mundo artístico português. Este ciclo, de entrada livre, reúne sete concertos entre maio e dezembro, que terão lugar em alguns dos mais emblemáticos espaços religiosos portuenses.

Musica Animae propõe um percurso artístico e contemplativo de concertos que decorrem aos finais de tarde de domingo, em emblemáticos espaços religiosos como a Igreja de São João Batista da Foz do Douro, a Igreja de S. Miguel de Nevogilde, culminando de forma particularmente simbólica na Sé do Porto

Promovido pela Égide – Associação Portuguesa das Artes e com curadoria da soprano Carla Caramujo, artista com carreira internacional no domínio da ópera e do repertório de concerto, o ciclo reflete uma abordagem sensível à relação entre música, espaço e espiritualidade. Cada concerto é concebido em estreita relação com o espaço que o acolhe, explorando a sua identidade, acústica e dimensão simbólica.

Mais do que um ciclo de concertos, Musica Animae propõe um percurso artístico e contemplativo, onde a música se afirma como veículo de transcendência — um convite à escuta, à reflexão e à partilha”, sublinha Carla Caramujo.

O ciclo distingue-se pela presença de solistas e coros de excelência, reunindo intérpretes de reconhecida qualidade artística. A Schola Cantorvm Colegiada de Cedofeita dará início a este ciclo no dia 17 de maio, com um concerto singular que reúne um coro de vozes femininas, acompanhadas do instrumento orgue-Celeste

O repertório de Musica Animae distingue-se também pela integração de obras de compositores internacionais consagrados, como Haydn, Debussy, Schubert, Cauré, Rachmaninoff ou Purcell, incluindo peças emblemáticas como Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz (Haydn). Juntam-se a estes nomes compositores portugueses como Vianna da Motta, Fernando Lopes Graça e Fernando Lapa, num diálogo entre textos sagrados e literatura contemporânea, tradição e universalidade. Neste contexto, cada concerto revela-se uma experiência sensorial e espiritual, onde a música se articula com a arquitetura e a iconografia dos espaços.

O encerramento deste ciclo está marcado para 20 de dezembro na Sé do Porto, num concerto de Natal com a participação do Coro de Pequenos Cantores de Esposende, um coro de 80 crianças que assinala de forma simbólica a dimensão coletiva da prática musical, projetando o seu futuro.

Musica Animae afirma-se, assim, como um novo marco na vida cultural do Porto, contribuindo para o enriquecimento do panorama musical portuense e aproximando diferentes públicos de experiências artísticas de profundidade e significado.

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