Irmã Lua e as estrelas
Claras, preciosas e belas
Irmã Lua e as estrelas
Claras, preciosas e belas
Recital de Canto feminino por Aris Ensamble
15 Out’26 / 12h40
Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, Lisboa
Entrada livre
iniciativa Égide
curadoria Maestro Nuno Miguel de Almeida
No Cântico das Criaturas, São Francisco de Assis dirige o seu louvor à lua e às estrelas, reconhecendo nelas a beleza e a luz da criação. Na noite, as estrelas são também presença e orientação.
É a partir desta imagem que se constrói o programa do Alis Ensemble. Para coro feminino, este momento de pura contemplação, reúne obras de diferentes épocas em torno da dimensão mariana e da ideia de luz. O canto gregoriano, presente no ‹‹Salve Regina›› e ‹‹Ave Maris Stella››, estabelece uma ligação com a tradição litúrgica, à qual se juntam obras dos compositores M. Duruflé, H. Isaac e O. Gjeilo.
Em ‹‹Ubi caritas et amor››, o canto afirma a relação entre amor e comunhão, um princípio tão presente na mensagem Franciscana. Em ‹‹Tota pulchra es, Maria››, ‹‹Virgo prudentíssima›› e ‹‹Ave Generosa››, a figura de Maria surge através de diferentes linguagens musicais. Por fim, ‹‹Stars››, de Ēriks Ešenvalds, retoma a imagem que está na origem do programa: as estrelas como pontos de luz na noite.
Cada voz encontra no conjunto o seu lugar, formando uma constelação sonora. Entre tradição e criação contemporânea, o concerto percorre a voz como espaço de escuta e contemplação, retomando, através da música, o gesto de São Francisco: reconhecer na criação um motivo de louvor.
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PROGRAMA
Ubi caritas et amor – O. Gjeilo (1978*)
Salve Regina - gregoriano
Tota pulchra es, Maria – M. Duruflé (1902-1986)
Virgo prudentissima (primeira parte) – H. Isaac (1450-1517)
Ave Generosa – O. Gjeilo (1978*)
Ave Maris Stella - gregoriano
Stars – E. Esenvalds (1977*)
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Carolina Andrade, soprano, integra vários ensembles musicais, tais como Bachkoor Holland e Amsterdam Baroque Choir, tendo ainda colaborado com a Netherlands Bach Society. É cofundadora do Ensemble de Cour, do Ensemble Moços do Coro e do Duo Rubrum.
Mariana Caldeira Pinto, soprano, integra a Companhia de Música Teatral, é membro dos ensembles Altos do Bairro e Trio Despertar, tendo colaborado com ensembles como os Músicos do Tejo, Moços do Coro, Fonos Ensemble e Orquestra Filarmonia das Beiras.
Maria Bustorff, mezzosoprano, integra o grupo vocal Cupertinos, e colabora com La Capella Reial de Catalunya, Coro Gulbenkian, Coro Casa da Música e Moços do Coro. Como solista, colaborou com o Quarteto Euterpe e a Orquestra Gulbenkian, entre outros.
Marta Queiroz Ribeiro, mezzosoprano, é membro do Coro Gulbenkian desde 2017. Integra o Porto Ensemble e ECCE Ensemble com quem gravou recentemente “Sefarad Project”. Colaborou também com o Ensemble Vocal Aura e a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras.

