Irmã, a morte corporal
A morte segunda não lhes fará mal
Irmã, a morte corporal
A morte segunda não lhes fará mal
Recital de Quinteto de metais solo por Flagrante Brass
19 Nov’26 / 12h40
Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, Lisboa
Entrada livre
iniciativa Égide
curadoria Maestro Nuno Miguel de Almeida
A Irmã Morte Corporal, no “Cântico das criaturas” de São Francisco de Assis, é acolhida não como fim, mas como parte do mistério da vida e da criação. É a partir deste olhar de serenidade, humildade e esperança que se constrói este concerto para agrupamento de metais, interpretado pelos Flagrante Brass.
Pela nobreza e solenidade do seu timbre, os metais tornam-se voz de memória, despedida e transcendência, capazes de expressar tanto a gravidade da finitude como a celebração da vida. O programa percorre diferentes paisagens sonoras, da solenidade do Rondeau, de Jean-Joseph Mouret, ao lirismo de Gabriel’s Oboe, de Ennio Morricone, passando pela espiritualidade de J.S. Bach, Benediction, de John Stevens, e Locus Iste, de Anton Bruckner.
O concerto culmina com o Hallelujah, do Messiah, de George Friedrich Haendel, transformando a reflexão sobre a morte numa afirmação de esperança e eternidade.
Mais do que representar a morte, este concerto procura recuperar o olhar de São Francisco sobre a finitude: um olhar de aceitação e confiança, onde a despedida se transforma numa celebração da vida e do seu significado.
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PROGRAMA
Rondeau - Jean-Joseph Mouret (1682-1738)
Arr. Michael Rondeau
Gabriel’s Oboe - Ennio Morricone (1928-2020)
Arr. João Martinho
Little Fugue in G minor - Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Arr. Ronald Romm
Benediction - John Stevens (1951-presente)
Arr. João Martinho
My Heart Even Faithful (Cantata 68) – Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Arr. Walter Barnes
Locus Iste - Anton Bruckner (1824-1896)
Arr. João Martinho
Hallellujah (Messiah) - George Friedrich Haendel (1675-1759)
Arr. Walter Barnes
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O Flagrante Brass é um quinteto de metais que reúne cinco músicos de excelência do panorama nacional: João Milheiro, João Sousa (trompetes), José Martins (trompa), João Martinho (eufónio) e Micael Matos (tuba). Com uma sólida formação académica e um percurso premiado, os seus elementos integram prestigiadas instituições musicais e aliam o rigor técnico a uma grande versatilidade estilística, enriquecida por arranjos originais do próprio coletivo. Após várias apresentações informais em contextos escolares e religiosos, o quinteto faz agora a sua estreia formal no Ciclo Áureo, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Lisboa. O Flagrante Brass afirma-se, assim, como uma voz emergente e de referência na música de câmara em Portugal.

