Irmã Mãe Terra
Produz frutos, flores coloridas e ervas
Irmã Mãe Terra
Produz frutos, flores coloridas e ervas
Recital de Violoncelo solo por Fernando Costa
12 Nov’26 / 12h40
Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, Lisboa
Entrada livre
iniciativa Égide
curadoria Maestro Nuno Miguel de Almeida
Envolvido pelo Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis, este recital de violoncelo celebra a Irmã Mãe Terra como expressão de vitalidade, sustento e renovação. Sob a execução do violoncelista Fernando Costa, o instrumento une-se ao gesto humano para se assumir como o mediador ideal desta experiência contemplativa. Pela profundidade e riqueza tímbrica únicas do violoncelo, capaz de evocar a solidez da terra e os seus ciclos permanentes de crescimento, o intérprete desenha pontes perfeitas entre a interioridade deste instrumento e a grandiosidade da força criadora da natureza.
O programa musical propõe uma viagem espiritual e estética através de obras marcantes que cruzam a intemporalidade e o misticismo. A abrir, a densidade estrutural e a genialidade arquitetónica de Johann Sebastian Bach fazem-se ouvir na totalidade da sua Suite para Violoncelo Solo n.º 1 em Sol Maior, BWV 1007, percorrendo o ambiente coreográfico e meditativo dos seus seis andamentos tradicionais. Segue-se o misticismo do romântico tardio de Max Reger, cuja expressividade se revela no introspetivo Andante con variazioni da sua Suite n.º 3 em Lá menor, Op. 131c. O concerto culmina com a célebre e tradicional melodia El Cant dels Ocells (O Canto dos Pássaros), imortalizada por Pablo Casals, uma obra-prima de profunda carga simbólica e intensidade dramática que encerra esta meditação musical num ambiente de profunda elevação e deslumbrante clareza.
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PROGRAMA
Johann Sebastian Bach (1685–1750)
Suite para Violoncelo Solo n.º 1 em Sol Maior, BWV 1007
I. Prélude
II. Allemande
III. Courante
IV.a Sarabande
V. Menuet I & II
VI. Gigue
Max Reger (1873–1916)
Suite para Violoncelo Solo n.º 3 em Lá menor, Op. 131c
III. Andante con variazioni
Pablo Casals (1876–1973)
El Cant dels Ocells
(O Canto dos Pássaros)
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Fernando Costa tem-se afirmado, nos últimos anos, como um dos valores seguros da nova geração de intérpretes em Portugal. As suas performances são marcadas por uma forte presença em palco, combinando um estilo dinâmico e impulsivo com expressividade e sensibilidade musicais.
Violoncelista português, nascido em 1991, iniciou os seus estudos de violoncelo com Valter Mateus. Em 2013, concluiu a Licenciatura, com classificação máxima, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), no Porto, na classe de violoncelo de Jed Barahal. Em 2015, concluiu o Mestrado em Performance Musical na Hochschule der Künste Bern, na Suíça, sob orientação do prestigiado violoncelista António Meneses.
Apresentou-se como solista com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra do Norte, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e Orquestra Sinfonietta da ESMAE, entre outras. Desenvolve uma intensa atividade artística a solo e em música de câmara, apresentando-se regularmente em Portugal e no estrangeiro.
Entre os seus projetos mais recentes destacam-se digressões pelo Brasil, Estados Unidos da América e China, bem como participações em festivais e concertos em Portugal, Países Baixos, Itália, França e Azerbaijão.
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2013 e 2015. Desde 2015, conta com três álbuns editados, destacando-se o seu mais recente trabalho, Heritage, gravado em colaboração com o pianista Luís Costa e editado pela KNS Classical.

