Ecos do Espírito
Lígia Madeira e Luís Duarte
14 de maio / 17H00
Igreja de S. João Batista da Foz do Douro — Porto
iniciativa Égide
O programa "Ecos do Espírito” cruza no seu alinhamento a beleza, a fragilidade, o amor, e a força do espírito na busca de uma relação com a transcendência através da experiência humana.
Partindo da intimidade da linguagem musical de César Franck, cuja sugestividade polifónica e espiritual se concretiza tanto nas transcrições de “Corais" de Johannes Brahms como no lirismo das suas "Valsas de Amor”, segue-se Fernando Lopes-Graça, de quem nos chegam reminiscências de uma religiosidade popular, estabelecendo-se por fim uma verdadeira peregrinação estética e intimista rumo àquela que é uma das principais referências do repertório camerístico do Século XIX - a Fantasia em Fá menor D.940, de Franz Schubert.
PROGRAMA
PRELUDIO RELIGIOSO (Petite Messe Solennelle)
Gioachino Rossini (1792-1868) transcrição de S. Karg-Elert (1877-1933)
AVE MARIA
G. Holst (1874-1934)
O FONS BANDUSIAE
R. Hahn (1874-1947)
ICH STEH NA DEINER KRIPPE HIER
S. Karg-Elert (1899-1933)
MESSE BASSE
G. Fauré (1845-1924)
CHOER DE VOIX HUMAINES
A. Lefébure-Wely (1817-1869) transcrição de O. Schmitt (1980*)
UBI CARITAS
O. Gjeilo (1978)
AVE MARIA
F. Poulenc (1899-1963)
MAGNIFICAT AND NUNC DIMITTIS
S. H. Nicholson (1875-1947)
DREI MOTETTEN
F. Mendelsson (1809-1847)
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Fundada no ano de 2018 por Nuno Miguel de Almeida, a Schola Cantorvm Colegiada de Cedofeita é, na sua génese, um agrupamento vocal feminino sediado na Paróquia de S. Martinho de Cedofeita (Porto).
Apresentando-se regularmente sob a formação de vozes iguais (S.S.A.A), e vozes mistas (S.A.T.B), este projeto tem como principal propósito defender, preservar e divulgar a prática da música sacra ao serviço da liturgia. Respondendo a esse desejo, procura devolver à vivência litúrgica, práticas musicais que se viram afastadas desta realidade ao longo dos tempos, incitando, igualmente, a criação de novas obras para a liturgia.
Sob uma perspetiva pedagógica, no ano de 2021, em pleno período pandémico, promove os «Serões na Música Litúrgica», um projeto online que reuniu um conjunto de temas de relevo no âmbito da música litúrgica, tendo como oradores convidados, Alfredo Teixeira, João Eleutério, Simão Cardoso, Paulo Antunes, Alberto Medina de Seiça, Armando Possante, José Abreu e Eugénio Amorim.
Desenvolve e apresenta, em março de 2022, o projeto «Tenho Sede», percorrendo as sete últimas palavras de Cristo, num diálogo constante entre a música coral e a declamação de textos referentes a esta temática. Em maio de 2023, integra o cartaz cultural do 10.º aniversário da construção do órgão de tubos de Santa Maria de Ul, apresentando o projeto «Sob o manto de Maria». Já em janeiro de 2024, apresenta o seu concerto de Epifania «A cidade dos dois sóis», concebido para narrador, coro feminino, órgão, consorte de flautas de bisel e percussão, percorrendo todo o Evangelho da Infância de Cristo, numa manifestação de enlevo espiritual e artístico. Em maio deste mesmo ano, integra a programação do ciclo Villa organi, apresentando o projeto «Prática alternada», um concerto inteiramente dedicado ao diálogo entre coro e órgão realizado na Igreja da Misericórdia de Vila do Conde. É no mês de junho que, numa parceria com o Coro Crescendo, executa, entre outras obras, «Petite messe naïve, pas solennelle» de Eurico Carrapatoso.
Posteriormente, em julho de 2024, integra a programação do ciclo de Música de S. Francisco, evento que teve lugar na Igreja Museu do Convento de S. Francisco (Porto). Mais tarde, em outubro deste mesmo ano, integra a programação do festival FIMUV (Santa Maria da Feira), e no mês seguinte, apresenta-se na cidade de Leiria, num concerto inserido na exposição Corpus: Ritualidade, Forma e Presença – uma parceria com o Museu de Leiria e o Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima.
É já em janeiro de 2025 que apresenta o projecto «Ceremony of Carols» de B. Britten, onde, entre outras obras, executa esta singular partitura concebida para coro feminino e harpa. Ainda no decurso deste ano, apresenta-se no Festival Cistermusica (Alcobaça) e mais tarde, no festival Terras sem sombra (Alentejo), apresentando o seu projeto «Sob o teu manto: Aspetos na vida de Nª Senhora na Música do século XI ao Século XXI» Mais recentemente apresenta no Mosteiro de Ancede – Centro Cultural (Baião) o seu último projeto: «Rorate – Um canto alumiado», e o projeto ‹‹Nunc Dimittis›› no centro interpretativo do Barroco em Arcos de valdevez.
Desejando construir um sólido legado na prática da música ao serviço da liturgia, a Schola Cantorvm Colegiada de Cedofeita, encontra-se a desenvolver e preparar novos projetos artísticos de caris cultural e pedagógico para o decurso deste ano 2026.
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Nuno Miguel de Almeida é Mestre em Direção Coral pela Universidade de Aveiro, com o projeto «Da herança à criação – Magnificat», publicado pela AvA Musical Editions.
Na mesma instituição conclui um segundo Mestrado em Ensino da Música, com a dissertação «Tecendo harmonias para canções tradicionais portuguesas». Entre 2016 e 2019 foi Diretor Artístico do Coro Orfeão de Leiria. Apresenta-se regularmente como maestro e organista, desenvolvendo também atividade como coordenador de formações e masterclasses. Enquanto autor, tem o seu trabalho editado pelo site «O Canto na Liturgia», pelo «Livro Branco» do projeto labOratório e pela revista «SALICUS». Atualmente é docente no Departamento de Música da Escola de Letras, Artes e Ciências da Universidade do Minho e na Academia de Música de S. João da Madeira, sendo responsável pela Classe de Direção Coral do VII Curso Nacional de Música Litúrgica. É organista na Paróquia de S. Martinho de Cedofeita, e na Paróquia da Senhora da Conceição, colaborador do Serviço Educativo e do Coro Sinfónico da Fundação Casa da Música e Maestro Titular da Schola Cantorvm Colegiada de Cedofeita e do Ensemble Moços do Coro, agrupamentos que fundou no ano 2018. É Diretor Artístico da MdC – Moços do Coro – Associação Cultural.

